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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

24
Ago17

"Se é grátes.... quero!"

lady-gazeta

Há uns meses disse-vos que este ano era o tal ano calminho, lembram-se? 

[Agora, ao som de uma música muito lamechas, cá vai o choradinho: as 5 viagens de 2016 e uma casa são a equação perfeita de uma falência técnica! ]

 

Hey!, Mas...lady-Gazeta?! A sério?

A sérriooo? 

A sééérrriooo?

Pronto. Já passou!  O pé, como sabem, anda sempre ali no estribo...só que este ano mais comedido! As viagens deixaram de ter o cheirinho a internacional e passam a ter aromas bem nacionais. Não vos cheira também? Ele é migas, fruto sêque, pêxe, francesinhas. (E as alheiras, amigos? E as alheiras?! Ahh...)

 

Posto isto, admito que andei (e ando!) a palmilhar o que é nosso! E, durante a preparação da próxima viagem (que é lindo, é verdinho - pelo menos por agora -  e fica no Norte) surge naturalmente o tema... alojamentos! (E que caros que eles por cá andam!)

Durante esta análise de hotel, apartamento ou hostel, no nosso norte, e numa conversa amena (e cavaqueira!) com o P., com quem trabalho desde sempre, surgiu o tema : “e alojamentos grátis?” GRÁTIS?! Se é grátes... quero!

 

Grátis? Como assim?, perguntam vocês - e bem!

Vamos então esmiuçar.

Em primeira mão vos digo que não vou experimentar neste périplo nortenho que preparo!

Em segunda mão, conto-vos pormenores:

 

http://alberguesdeaguiar.pt/

 

Os albergues de Aguiar são, tal como o nome indica, um conjunto de albergues, que permitem passar de uma a várias noites, ao estilo low-cost.

São casas modestas, mas muito, muito simpáticas, como podem ver no site. Chegam perfeitamente para quem não fica m-a-l-u-c-o com mambos luxuosos.

Obviamente que não fica a custo 0. Como podem ver, no site, não existe qualquer referencia a custos por noche. Então como é que a coisa funciona? Existe “uma pessoa”, da aldeia, que está responsável pela casa e que sugere um valor simbólico a pagar por noite (coisa de 5€ por pessoa). Naturalmente, no fim da estadia, cada um dá um valor justo da estadia. 

E é só isto, lady-g? Sim! Devem apenas ter o cuidado de reservar previamente!

 

Achei que este tema é assim para lá de muito fixe! Não acham? Li no outro dia que a minha geração, a geração milénio, deixou de dar grrrannnde importância a luxos para valorizar experiências. (Ainda que eu seja muito boa a valorizar a experiência do luxo, não digo que não a uma experiência mais low-cost como esta :) ) 

 

Porque não ficas então nestes alojamentos?, perguntam vocês.

Porque ficam longe do que pretendo visitar, infelizmente! Não hesitarei numa próxima viagem ao norte! 

 

Explorem, analisem o conceito e marinem esta ideia.

Fico também a aguardar o vosso feedback!

 

xoxo, l-g  

 

24
Ago17

O Amena já não se parece com uma aldeia!

lady-gazeta

Que vocês andam cá e lá, neste blogue, eu já sabia. (Vejo tudinho!)

Mas que este BOOOM de companheiros no Amena me apanhou bem desprevenida e sem poses... ah, lá isso apanhou! 

  1. Obrigada blogs.sapo.pt pelo destaque da semana passada! 
  2. Obrigada a vocês! Porque sois uns miguxos! 

 

P.S.: Com este agito todo...o Amena virou cidade! Escrevam o que vos digo: isto ainda vai virar capital. 

11
Ago17

Rota portuguesa? Piodão, com certeza!

lady-gazeta

Há cerca de dois meses fui, num pulinho, ali, 3 dias, ao centro do país.

[Não fui, fomos 10!, na realidade.]

Era uma viagem gira para se fazer em grupo, achámos nós, e levou o planeamento necessário para que não houvesse grandes discórdias. E sabem que mais? Somos muito bons a achar, porque o grupo funciona muito bem e porque o centro do país vale realmente a pena.

 

Pormenores, amigos? Cá vai disto!

Sexta-feira, a rapaziada sai toda dos trabalhos e segue, rumo à cidade de Coimbra – onde jantámos, no fórum (bem modernaço!, por sinal). [Contenção de custos tem destas coisas! ]

Depois, já tarde, rumámos até ao alojamento reservado em Airbnb, em Benfeita. O Casal da Igreja não tem apenas este nome porque estamos ali, alapados à igreja, companheiros! Toda a decoração pede uma avé-maria e um pai-nosso e, apesar de ser uma casa muito simpática e espaçosa (já vos disse que não é fácil deitar um arraial de 10 pessoas?), a poeira e os lençóis de flanela com 30ºC estavam longe de ser cheios-de-graça.  Serviu, mas não encantou, aqui entre nós.

 

Bom, deixemo-nos de dissertações e inicie-se o périplo!

20170617_095652_Richtone(HDR).jpg

(Pelos caminhos... (em uníssono!) de Portugal... lalala)

 

Desta vez não estávamos com um plano minucioso, levando para o primeiro dia (sábado) os seguintes tópicos:

  • Piodão
  • Foz de Égua
  • Mata da Margaraça 
  • Fraga da Pena 
  • Jantar em Arganil 

(Aproveito para partilhar que a câmara municipal tem toda a informação relevante sobre o que existe no concelho http://www.cm-arganil.pt/visitar/o-que-visitar/)

 

Como estavamos em Junho (e fazia muito calor), optámos por alinhar num trilho “fácil” de 3km, que liga Piodão a Foz de Égua. Fácil? Fácil?! Fácil nada! Qualquer trilho passa de fácil a difícil quando o calor aperta (e quase pereci de dores nos joelhos. Btw, compro joelhos novos. Alguém? ). Bom, ao fim dos 3km a destilar, sob um sol de 40ºC, esperávamos encontrar uma praia fluvial. Pra-i-a, which means… água, no mínimo! Refresco! E… não. Não aconteceu. Água em Foz de Égua é assim um mito pelos meados de Junho. Encontrámos, sim, uma pocinha de água generosa que dá uma sensação de jacuzzi, com 10 pessoas a fazer chap-chap. No entanto, em Agosto, disseram-nos que libertam água, tornando a Foz numa uma verdadeira praia fluvial. Posto isto, um pouco defraudados, almoçámos por Piodão e rumámos até Fraga da Pena, com expectativas mais comedidas.

20170617_113441.jpg

(Foz de Égua... sequinha, sequinha. Como todo o país, na verdade...)

 

A falar de expectativas outra vez lady-G?! Fraga da Pena deslumbra. Deu assim... 10 a 0 ao que vimos antes, em Foz de Égua. A mata da Margaraça, que a rodeia, é fresca e verdejante e a cascata é assim para lá de bonitona. Merece muito destaque. Por lá ficámos até se fazer quase-noite, pois o calor estava insuportável.

 20170617_162724.jpg

 (Fraga da Pena... a espalhar magia)

 

E à noite lady-G? Vida louca?

À noite, a janta, foi em Arganil.Arganil é uma vila simpática – que já conhecia de uma estadia anterior, em Góis. A vila continua a valer a pena ser visitada. É amorosa, arranjadinha que só ela. Jantámos n’“A Grelha”, onde ficámos extasiados com as doses generosas de carnucha muito boa! E o serão passou-se por lá, em Arganil. A vila tem noite e animação. Há bares e discotecas. (Woop! Woop! Viva à descentralização!)

A-DO-REI este dia, sabem? Continuo muito fã do que é nosso. Que é lindo. Que, de todos os países que visitei, Portugal continua a ser o the special one

 

E o resto lady-G? E o domingo?, perguntam vocês.

 

O Domingo estava reservado para Góis, Vila Nova do Ceira e Castanheira de Pêra.

Estava, leram bem! Sorte. Muita sorte para nós, sabem?

O que eu não vos contei, amigos, foi que o fim de semana escolhido e aqui relatado foi o fim de semana fatídico de incêndios. Acordámos, extasiados, com um cheiro muito intenso a fumo e com os carros salpicados de cinzas, pois estávamos, em linha recta, a 20km das chamas que levaram, mais do que eucaliptos e mata, a vida de mais de 60 pessoas.

Não vos conto o sobre o pânico que assolou a família aqui da lady-G. (Sim, telemóveis sem rede durante a manhã e… claro, esta mania de deixar um telemóvel sem som durante a noite.) Pois. Mais uma vez, tivemos sorte. Se em vez de…, tivéssemos trocado os planos de sábado com os de domingo… pois… Mas não vamos pensar em se’s, não é? Nesse domingo, assim que acordámos, fizemos as malas e deixámos de imediato a zona e rumámos até a uma praia do oeste, São Martinho do Porto, que nada tinha a ver com o planeado. (Mas viajar também é lidar com imprevistos, não é verdade?) E, depois, no fim, correu bem, embora assustados, mas correu bem.

 

Foi um regresso atribulado e incompleto, uma vez que deixou-se muito por ver e (re)conhecer.

Vamos voltar certamente, num futuro pouco longínquo. Mas que - espera-se - menos atribulado!

 

 

 

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