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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

15
Mai16

"I fell in love... his name is New York"

lady-gazeta

Ei-la, voltou!

Enquanto o novo projecto está work in progress, enquanto mambos aconteciam pelo meio... é impensável não partilhar convosco a última boa-nova da lady-G pelo mundo.

Há anos que Nova Iorque estava na calha das viagens. "Ah e tal, é caro!" (sim, é!), "Ah e tal, não é altura certa" (como não?!), "ah e tal, não vais sozinha, não é?" (why not?)... e eis que, há um mês, a situação económica proporcionou-se, a companhia também et voiláfoi assim que aconteceu6 dias de Nova Iorque!

Primeiro, caros companheiros, não vou partilhar roteiros porque simplesmente não-faz-sentido!

Nova Iorque é vida! Não me venham com museus, com Zoos, com must do's. Nova Iorque são as ruas, as cores, os néons e as pessoas. Nova Iorque é, tal como a música diz, um state of mind. Mais, depois de algumas cidades da Europa e depois de algumas cidades americanas, Nova Iorque deverá ser (provavelmente) a cidade "mais nova" que visitei. Quero com isto dizer que, quando vamos a NY, não estamos à espera de encontrar edifícios e monumentos timbrados pelas diferentes fases arquitecturais e religiosas. Mas, sim, estamos à espera de encontrar o-que-sempre-vimos-em-filmes: o movimento, as filas de pessoas a passarem as passadeiras, os cheiros, a multiculturalidade, o melting pot. Esperava encontrar tudo isto, mas encontrei mais. 

Sabem aquela sensação de deja-vu em cada esquina dobrada? Sentir que já conhecem tudo: desde os bares, as ruas e até às pessoas que passam por vocês?  Pois é esse mesmo feeling. Enquanto caminhava pelas ruas quase me que sentia Carrie (mas sem a parte dos saltos altos, do 1,80m de altura, a cabeleira loira, os olhos azuis, blablabla) do Sexo e a Cidade. Enquanto subia o Empire State, Alicia Keys soava-me permanentemente aos ouvidos. E enquanto estava em Times Square, a faixa passava a ser de Frank Sinatra, em New York, New York. Enquanto estava na estação central, quem lá estava era a Glória do Madagáscar. Nova Iorque entra-nos em casa há muitos anos e é por essa razão que a estima pela cidade se torna tão evidente mesmo antes de chegar, mesmo antes de a conhecer. 

Contudo, considero injusta tamanha descrição sem vos deixar um pouco mais. Assim, e agora de forma mais pragmática, partilho uma New York à la minute, à semelhança do que fiz aqui para Frankfurt.

  • Preparem-se para um acréscimo de 8% sobre o valor de qualquer bem que pretendam adquirir. É uma taxa variável que chega a ser de 17% em alguns bens. Num íman tem pouco impacto. Numa diária de um hotel faz toda a diferença.
  • Ahhh, as gorjetas. Sim, eles ficam à espera da gorjeta. Sentimos a pressão e cedemos. Excepto quando o serviço é mau, e aí não há lady-G que ceda. 
  • Estátua da Liberdade? Querem mesmo, mesmo ir? É relevante fazer o check, eu percebo. Mas sem ilusões. É uma estátua pequena. Vale pela vista maravilhosa sobre Manhattan (a famosa skyline).
  •  Hotéis? Caros. Claro, estamos em NY, portanto há que esperar um preço igualmente nova iorquino. Tive a possibilidade de ficar mesmo em Times Square (http://www.edisonhotelnyc.com/), portanto excelente localização. Em termos de limpeza, nada a apontar. Sendo que NY será sempre uma cidade a voltar, provavelmente irei optar por airbnb, por ser uma opção mais barata e mais "mochileira".
  • Restauração: enquanto viajo geralmente opto por uma refeição mais ligeira (ao jantar) e uma refeição mais completa (ao almoço). NY não foi excepção. Ao almoço optei por restaurantes típicos (sim, e muitos, muitos hambúrgueres) e ao jantar fui às famosas Delis. Devem experimentar: os donuts recheados (Dunkin donuts), as cervejas (Bud Light e Brooklyn Brewery) e as panquecas ao pequeno almoço. 
  • Compensa fazer compras? Não! O valor do dólar está muito semelhante ao euro. Valerá a pena se optarem por ir a um outlet, caso contrário, o Macys não fará jus aos preços que procuram nas marcas como a Tommy e a Levis. Excepto a tecnologia, que compensa sempre.
  • Coney Island! Fica a sul de Brooklyn e aproximadamente 1h de metro de Times Square. Não faz parte do roteiro para turistas (e ainda bem :)). É uma praia nova-iorquina e não esperem outra coisa que não seja uma praia citadina. Esperem uma praia muito idêntica à Quarteira, com parque de diversões (a tal roda gigante na praia, tão típica dos filmes...). Foi lá que surgiu o Hot dog e portanto a restauração faz jus a esse facto. Vale a pena visitar.
  • Rooftops: vale a pena fazer qualquer um (Empire, Top of the Rock, etc). Recomendo um de dia (pôr do sol) e outro de noite (ahh, as luzes...). Aproveitem os pacotes que os incluam (evitam filas de espera e sai-vos mais barato).
  • Transportes? Metro. Sim, é velho. Mas cumpre. Se procuram luxo, sempre têm hipótese de utilizar o uber.
  • Por fim, vivam a cidade! Esqueçam os museus! Percam-se nas ruas e observem as pessoas, as diferenças! E saiam à noite; é seguro e o ambiente é bom (pelo menos em Times Square).

 

ADOREI, sabem? Hoje disseram-me: "Os teus olhos brilham enquanto falas disto. E o teu sorriso não mente".  Exacto, isto de estar apaixonada é difícil de esconder :).

Espero voltar, e voltar, e voltar.... Nem que seja um pit stop rumo a São Francisco, rumo à costa oeste. É que sabem, aqui entre nós, em Nova Iorque senti que podemos ser quem realmente somos, sem julgamentos, sem olhares incriminadores. Lá, se usasse umas soquetes brancas e um salto alto Louboutin, seria apenas mais uma. Cá também, mas... E não, não estamos só a falar de aparência. Estamos a falar de state of mind.

 

[Este post foi atualizado com]

Xoxo,

Gossip Girl :) 

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